Marcelo Adnet e Dani Calabresa falam sobre humor

Marcelo Adnet e Dani Calabresa falam sobre humor   2016  " />
“Eu não vou substituir o Jô. Isso é uma imprecisão, uma informação errada que virou verdadeira em algum momento por repetição” esclarece, de uma vez por todas, Marcelo Adnet em entrevista ao Caderno C.
Ele refere-se ao seu talk show, previsto para estrear na Globo após os Jogos Olímpicos. “Sempre que fui questionado sobre isso deixei claro que não é verdade. Quando e se eu entrar no ar com esse projeto, o Jô estará no ar comigo. Eu o amo, somos amigos, tenho o maior respeito por ele e nunca o substituiria ou iria pedir para substituí-lo. Isso não existe”, acrescenta o humorista.
Marcelo Adnet está em alta na emissora da família Marinho. Além de encabeçar o elogiadíssimo ‘Tá no Ar: a TV na TV’ e fazer parte do elenco da nova ‘Escolinha do Professor Raimundo’ como Rolando Lero, sua nova atração está entre as maiores apostas da Globo para o segundo semestre. Uma pressão, entretanto, com a qual ele diz não se abalar. “Não ligo porque esse tipo de pressão é uma pressão burra, porque a informação é falsa. Quando se insiste nisso, em jogar em mim uma carga que não me pertence, não dá para levar em conta. Então eu deixo que façam e falem o que quiserem”, afirma.
Até porque, como lembra o humorista, ainda faltam alguns meses até o talk show sair do papel. Neste momento, ele e a mulher, Dani Calabresa divulgam a animação ‘Angry Birds – O Filme’, adaptação para as telonas do famoso jogo finlandês que se tornou febre nos quatro cantos do planeta. Adnet empresta a voz para o protagonista Red, enquanto Calabresa ficou com a divertida passarinha-terapeuta Matilda.
Os dois conversaram com a reportagem sobre o projeto, carreira e também sobre a dificuldade em fazer humor atualmente. Confira a entrevista.
Caderno C — O filme é voltado para o público infantil, mas o jogo é mundialmente conhecido entre os adultos. Onde fica o filme nesse cenário?
Marcelo Adnet — Isso é algo que a gente lida muito na TV também, que são camadas de leitura. Às vezes você faz um quadro e pensa, nossa, que coisa elitista, intelectualizada, que para o cara entender uma determinada piada ele tem que ter muita informação. Porém, ao mesmo tempo em que está rolando uma informação super complicada, tá rolando talvez um colorido, uma imitação, uma música, uma outra piada que outro tipo de público saca. E o filme tem muito disso, é um filme de camadas. A criança vai ver de uma maneira e o adulto vai ver de outra. Isso é muito barato e é muito importante no audiovisual como um todo.
Dani Calabresa — Eu acho que hoje em dia todas as animações têm essa percepção. A gente sai do cinema emocionado, riu de alguma piada, mas quando saio do cinema com meu sobrinho, pergunto o que ele mais gostou e ele responde outra coisa completamente diferente. Diz que é quando fulano caiu, ou explodiu. Ele se divertiu de uma maneira diferente. O legal é o filme falar com diversos públicos.
Tem se tornado quase impossível encontrar uma sessão de animação com o idioma original no Brasil. Isso torna o trabalho de vocês ainda mais importante por aqui?
MA — Eu acho que não estamos na frente de ninguém que fez o filme e que não somos essenciais nesse processo. O essencial é a qualidade do filme como um todo. Se me trocassem pelo Eduardo Sterblitch ia dar tudo certo. Se trocasse por um dublador que não é conhecido, também. O essencial é a história e a qualidade da animação. Uma dublagem ruim compromete o todo. Mas uma boa, só corrobora com tudo o que já foi feito. A gente é o fim do processo apenas.
DC — Mas claro que a gente agradece muito o convite e quero muito que tenha o 2, tá? (risos). Quando vi que alguns porcos sobrevivem, já fiquei superfeliz porque deixa um gancho para o 2. E o porco está bem, dançando. Ou seja, vem mais por aí.
‘O sucesso no Brasil é uma ofensa pessoal’
Neste trecho da conversa, Marcelo Adnet e Dani Calabresa falam sobre críticas e cobranças inerentes à profissão
Caderno C — Como transitar por diferentes tipos de humor sem cair na mesmice?
Dani Calabresa — O próprio fato de trabalhar humores diferentes ajuda. O stand-up é muito diferente de você assistir um show de humor com personagem, por exemplo. E cada trabalho tem uma proposta diferente. A linguagem do ‘Zorra’ (humorístico exibido aos sábados na Globo) é muito distinta da ‘Escolinha’ (do Professor Raimundo), a essência dos personagens, entre outras coisas. É diferente você fazer um vídeo de imitação para colocar na internet e do nada fazer uma cena, contracenar com outros comediantes, uma cena mais naturalista, com outra direção. A gente faz trabalhos que parecem ser parecidos, mas são muito diferentes no fazer.
Marcelo Adnet — O negócio é encarar cada trabalho como um trabalho mesmo, porque a gente não está acima deles, não vamos impor a nossa personalidade fortíssima ali. Claro que há o desafio de ser você, afinal você foi o contratado e é preciso ser fiel à sua essência. Mas cada trabalho tem uma dedicação diferente. Não tem nada a ver a Catifunda com a Matilda ou o Rolando Lero com o Red.
DC — E a gente tem a ajuda de bons roteiristas, bons diretores, que ajudam a nos tirar da zona de conforto. Eles não nos deixam ir no automático.
Todo mundo quer saber sobre a 2ª temporada da ‘Escolinha’, já que o programa fez um enorme sucesso.
DC — Vou te falar que foi um dos projetos mais especiais que já participei. Primeiro porque sempre fui fã do Chico Anysio, e para quem é comediante, é uma emoção saber, sentada ali naquela carteira, que o Professor Raimundo vai te chamar, e que você vai levantar e interagir com ele. É incrível. E sempre assisti à ‘Escolinha’ e, coincidentemente, a minha personagem feminina favorita era a Catifunda. Então é o tipo de personagem que é um prazer estudar, é um prazer assistir um esquete de alguém que te faz rir tanto, feito por alguém tão talentoso. E eu sentei atrás de Marcos Caruso como Seu Peru, consegue imaginar? O clima foi o melhor.
MA — É uma daquelas ideias que, de tão geniais, você não consegue acreditar que são reais. A ‘Escolinha’ é um projeto muito brasileiro, que faz parte da nossa memória. O público viu aquilo sempre e vai continuar vendo porque é algo nosso.
Esperava-se muito de vocês dois quando finalmente vocês fecharam com a Globo. E agora com tantos projetos indo de vento em popa, como vocês lidam com a cobrança?
MA — Profissionalmente, é muito difícil mesmo, porque existe uma expectativa. No pessoal, a gente tenta esquecer. Ficamos só com o fato de estarmos trabalhando, com dignidade, trabalhando bem também. Sempre é difícil, mas a gente não pode dar ouvido à pressão em si, se deixar pressionar e acreditar que realmente estamos enrascados.
DC — O humor é complicado, porque o próximo personagem sempre será o mais difícil, será o mais desafiador, porque as pessoas esperam muito dele. Tem que saber lidar com isso.
MA — Eu só tenho que me manter tranquilo sabendo que estão falando que sou isso e sou aquilo. O importante é que não sou. Então a gente vive a nossa vida sem pirar no que dizem por aí. Se formos prestar atenção, consumir isso, aí realmente seremos consumidos.
Vocês acreditam que o humor no Brasil é de fases? Do mesmo jeito que um dia apontaram o Paulo Gustavo como o grande nome do humor, o Porta dos Fundos, o Fábio Porchat também já foram apontados, e agora são vocês. Como vocês vêem isso?
MA — Eu lembro muito do Tom Jobim que falava que o sucesso no Brasil é uma ofensa pessoal. Então existe sempre um desejo muito grande de derrubar as pessoas, em qualquer área, seja na música, no humor, no mercado empresarial. Sempre querem derrubar quem chegou naquele lugar e consagrar quem não chegou ainda. Porém, quando a pessoa chega, eu já não gosto mais dela porque ela se vendeu por alguma coisa. Quem é o grande brasileiro hoje? Quem é o grande brasileiro político? Quem é o grande brasileiro no humor? Não tem mais, não tem ninguém que é unanimidade, que é imune a tudo isso, e as pessoas vivem um tempo de muito ódio e de muita desinformação também.
A internet ajuda nisso?
MA — Opa. É como se muitos se desinformassem de propósito para acreditar no que não é verdade. Essas coisas de fases, nunca acreditei nisso. Me disseram que eu era ótimo no 15 Minutos (programa da MTV), disseram que eu era ótimo no ‘Comédia MTV’, aí me falaram que eu tinha que sair de lá porque ninguém me assistia nesse canal, que não tinha audiência. Aí quando você sai você é um fracasso por estar na Globo. Aí você vira um grande fracasso porque, além de ser um fracasso é um grande traidor porque foi para a Globo. Agora não, agora faz sucesso de novo mas, também, ninguém está entendendo mais, afinal a Globo é petralha ou a Globo é golpista. O que a Globo é? Se a gente for prestar atenção nessas coisas, acreditar e viver nisso, a gente morre de câncer. Então a gente faz o nosso trabalho de boa. Fala-se de tudo, mas a gente está trabalhando na televisão sem parar desde a MTV, e a gente está sem se deixar abalar no sentido de, estamos trabalhando e nosso trabalhado está rolando. E se as pessoas disserem que é bom, que é um trabalho maravilhoso, que é um fracasso, a gente nunca acreditou e nem vai acreditar 100% nisso. Quando diziam que ‘O Dentista Mascarado’ (série humorística da Globo cancelada após a primeira temporada) era a pior coisa do universo, tá, pode não ser muito bom, mas também não é isso tudo o que estão falando. A gente percebe que existem muitos talentos e que eles são diferentes, e que as pessoas são diferentes. Você vai ter humores diferentes, o que é ótimo porque o humor é subjetivo. Hoje eu gosto de chocolate, mas amanhã quero comer um cheesecake e no dia seguinte um crème brûlée, então tem que ter variedade. E a gente não vai alterar a receita porque ela é criticada, porque ela sempre será criticada. Vivemos essa crise de valores em que não entendemos mais o que é bom ou ruim, o que é condenável, o que é arte, o que é Rouanet… É um tempo de desinformação. E quem não se mantém imune, cai.
DC — Tem que focar na arte, no amor pelo trabalho. A gente escolheu fazer teatro, fazer TV, porque é isso o que a gente queria e acreditava.
MA — Por isso sempre trabalhamos com muita paixão. Isso nos guia. Passaremos por momentos baixos e altos, e assim sempre será. Até morrermos e sermos consagrados.
DC — Isso, quando se morre que se é homenageado. Quem é vivo é xingado e quem morre é homenageado. Isso é maravilhoso. Quando a pessoa morre, ela ganha um VT lindo e é chamada de gênio. Quando viva, só recebe ameaças na internet porque ofendeu alguém com alguma piada. Morre desgraçada. Internet, a terra de ninguém, que coisa linda.
MA — Mas sei que um dia a gente vai morrer e aí seremos consagrados.
Fonte: Correio Popular

Apresentação de Marcelo Adnet no ‘SuperStar’ bomba na web

Apresentação de Marcelo Adnet no SuperStar bomba na web   2016

A segunda fase do Superstar terminou e, claro, contou com a participação ativa dos nossos internautas nas redes. Além de comentários bafônicos em todas as apresentações das bandas, Marcelo Adnet bombou na web em sua participação como superbanda e rendeu MUITOS comentários.

Apresentação de Marcelo Adnet no SuperStar bomba na web   2016

Apresentação de Marcelo Adnet no SuperStar bomba na web   2016

Apresentação de Marcelo Adnet no SuperStar bomba na web   2016

Apresentação de Marcelo Adnet no SuperStar bomba na web   2016

Fonte: Globo

Marcelo Adnet e “Tá no Ar” são destaque no Grande Prêmio Risadaria de 2016

Prêmio que celebra o melhor do humor nacional abre a sétima edição do festival Risadaria em São Paulo

O Grande Prêmio Risadaria Smiles do Humor Brasileiro, cuja edição de 2016 será realizada no dia 30 de junho em São Paulo, tem velhos conhecidos do humor nacional e algumas novidades.

Marcelo Adnet e Tá no Ar são destaque no Grande Prêmio Risadaria de 2016   ta no ar tv

São 13 categorias em disputa no evento que abre oficialmente a sétima edição do Risadaria, o maior festival de humor do mundo, que acontece entre 1º e 31 de julho em diversos pontos da capital paulista.

Marcelo Adnet, Leandro Hassum e Fábio Porchat, três dos comediantes mais populares do país, disputam o prêmio de melhor ator de comédia. A melhor atriz, estão indicadas Dani Calabresa, Renata Gaspar e Tatá Werneck.

Os programas de humor nomeados são “A Praça é Nossa” (SBT), “A Escolinha do Professor Raimundo” (Viva) e “Tá no Ar: a TV na TV”, (Globo).

Uma comunidade artística composta por criadores, autores, produtores,diretores, atores e empresários do ramo da comédia será responsável pelas avaliações e irá escolher o vencedor de cada categoria, que serão revelados apenas no dia da cerimônia de entrega do prêmio.

O público poderá escolher seu candidato preferido entre todos os concorrentes. Trata-se da categoria “Grand Prix”. Os espectadores poderão votar em sua opção preferida das 39 disponíveis, entre peças de teatro, artistas, blogs, vlogs, filmes e grupos cômicos. A votação será realizada via internet, pelo site www.risadaria.com.br.

Confira a indicação de Dani Calabresa e Marcelo Adnet:

 

MELHOR ATOR DE COMÉDIA
Fábio Porchat
Leandro Hassum
Marcelo Adnet

MELHOR ATRIZ DE COMÉDIA
Dani Calabresa
Renata Gaspar
Tatá Werneck

Fonte: iG

Nova temporada de Bipolar Show estreia dia 31/05

Marcelo Adnet é o primeiro convidado deste ano no programa performático que mistura realidade e ficção

Nova temporada de Bipolar Show estreia dia 31/05   2016

Bipolar Show não é um programa de entrevistas. O projeto de Michel Melamed no Canal Brasil é a primeira atração performática da televisão brasileira, onde realidade e ficção se confundem em conversas e improvisações do apresentador e seus convidados, nos mais diversos estados de humor.

Produzido pela República Pureza, a nova temporada aprofunda o seu formato original, recebendo somente atores para essa mistura de papo, sala de ensaio e espetáculo. Cada episódio traz ainda um número musical com nomes da nova música brasileira. Para Michel, o programa “é um espaço para a liberdade e a criação, quebra e invenção de misancenes”.

Pensar o país e as linguagens artísticas é o que a atração pretende, levando ao limite o consagrado formato da conversa-espetáculo: misto de televisão e teatro, vanguarda e pastelão, arte e entretenimento. A lista de participantes conta com Selton Mello, Julia Lemmertz, Marcelo Adnet, Débora Bloch, Matheus Nachtergaele e Eduardo Sterblitch, entre outros. Nos números musicais, artistas como Alice Caymmi, Lucas Vasconcellos, Leticia Persiles, Rubinho Jacobina e Silvia Machete.

Estreia: terça, dia 31/05, às 21h30.
Alternativos: quarta, às 13h e domingo, às 16h

Fonte: Canal Brasil

Crítica | Angry Birds – O Filme

Crítica | Angry Birds – O Filme   cinema  Por trás de um grande sucesso existe sempre uma grande equipe. Com a difícil missão de transformar um famoso jogo em um longa-metragem, os cineastas Clay Kaytis e Fergal Reillyoptaram pela criatividade em forma de simplicidade e acertam em cheio no alvo. Angry Birds – O Filme tem um roteiro bem trivial mas bem eficaz que navega explorando as personalidades e gigantes empatias que saem dos diálogos dos amáveis pássaros. Outro fator interessante é que o filme nos ajuda a entender um pouco melhor a história dos ilustres passarinhos do jogo que virou mania nos aparelhos digitais e que com certeza vão conquistar, agora no cinema, de vez o coração de todos.

Na trama, conhecemos uma população de pássaros, com diversas personalidades distintas, que vivem alegremente em uma ilha paradisíaca longe do continente. Nesse lugar, vive o emburrado Red (no original Jason Sudeikis, no Brasil Marcelo Adnet), um pássaro vermelho de sobrancelhas chamativas que vive praticamente isolado do resto dos amigos em uma casinha perto do mar. Durante uma punição, Red conhece o tagarela Chuck (Josh God no original e Fabio Porchat no Brasil), um pássaro amarelo hiperativo que tem o dom do rapidez, e também conhece Bomba (Danny McBride no original), um tímido mas grande pássaro que explode (literalmente) sempre que fica com raiva. Os três amigos praticamente são desconhecidos na ilha, porém, quando um bando de porquinhos verdes invadem a ilha à procura de ovos, o trio irá fazer de tudo para defender o interesse de toda a população de onde moram.

O longa-metragem, que utiliza técnicas de animação, com estreia confirmada para o dia 12 de maioaqui no Brasil, é um filme feito para a criançada. Até há a tentativa de alguns diálogos mais profundos que serviriam para divertir os adultos também mas nessas partes as linhas do roteiro optam pela simplicidade. A aventura tem grandes méritos, valoriza o poder da amizade, explora o complicado caminho das personalidades tentando mostrar os porquês da raiva e outros sentimentos complicados de explicar. Nesse aspecto, é quase tão profundo quanto o espetacularDivertida Mente.

Falando sobre a dublagem do filme aqui para o Brasil, vale o grande elogio para toda a equipe, que foi considerada pela produtora do filme como a melhor entre todos os países. Fabio Porchat e Marcelo Adnet, os grandes destaques, dão um show dublando as vozes de dois dos protagonistas. O público interage com as cenas a todo instante, ri praticamente o tempo todo de todas as trapalhadas que a turminha de pássaros apronta durante toda a projeção. Angry Birds – O Filme é uma fita que deverá ter um grande sucesso nos cinemas brasileiros não só porque são personagens fascinantes e já conhecidos, mas, porque a história criada ficou uma delícia de divertida. Não percam!

Fonte: Cine Pop