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** REPOST ** 

Em primeira mão, postamos na última quinta o link para a entrevista concedida neste carnaval por Marcelo Adnet e Dani Calabresa à repórter do site Terra no camarote Brahma 20 Anos.

Marcelo Adnet fala sobre a folia carioca, a experiência de morar em duas cidades tão distintas,  SP e Rio, as saudades da terrinha, novidades para a MTV e suas impressões sobre o stand-up comedy, estilo autoral de comédia que o consagrou.

Vejam agora, afinal, em vídeo:

Na sequência, Dani Calabresa declara em sua entrevista que o universo feminino é mais engraçado: “Vamos parar para pensar como a gente está louca”, brinca a humorista da MTV. Confiram:

Fonte: Terra Diversão

Colaboração: Mariana Carvalho, Carol Treitler

Santiago

Toda contente, a humorista declara: “Ele é o amor da minha vida!”

Por Raquel Borges

Em quatro meses, um dos casais da TV mais queridos do público vai dizer o sonhado ‘’sim”! Trata-se de Dani Calabresa e Marcelo Adnet, atores e humoristas da MTV. Os apaixonados se conheceram em 2007, durante o ensaio do espetáculo de improvisação no Rio, o Z.É. Marcelo, que também tem brilhado muito em comerciais, estava no palco. E Dani na plateia. O amor? Ah, foi à primeira vista.

Aos 27 anos, essa paulista de São Bernardo do Campo tem curtido demais o relacionamento, que ganhará um brilho ainda mais especial em maio, quando vai rolar o casamento. E, claro, também o sucesso do Furo MTV e do Furfles, no canal que respira música. TITITI conversou com a estrela, que rasgou elogios ao namorado, contou sobre sua carreira e os sonhos que ainda deseja alcançar.

TITITI - É muito bom ver você e o Adnet em cena juntinhos. É verdade que pintou paixão logo no primeiro encontro?

Dani Calabresa – É… Na hora que a gente se conheceu rolou uma coisa muito forte e especial… Aí, toda vez que ele vinha para São Paulo nos encontrávamos e quando eu ia ao Rio, também. Até que a MTV nos chamou e nos uniu ainda mais! Hoje trabalhamos na mesma emissora, moramos juntos, fazemos stand-up juntos… Marcelo é o amor da minha vida!

É fácil ou difícil trabalhar ao lado do namorado?

É fácil porque o Adnet é supergeneroso, bem-humorado e está sempre pronto pra tudo. Ele é um ator excelente e um profissional superdisposto e prestativo. Então, é uma delícia.

Tem alguma curiosidade do casal que poderia contar pra gente?

Olha, o Adnet é companheiro… Ele ama futebol, mas também assiste desenhos da Disney e comédias românticas comigo. Até a série americana Sex and the city ele vê ao meu lado e me mata de rir com seus comentários. E eu, que não sou muito ligada em futebol, passei a torcer pelo Botafogo. Tudo por causa dele e da mãe, (Regina), que são fanáticos pelo time (risos).

Passando da vida amorosa para a artística… Em que momento descobriu essa veia para o humor?

Sempre tive facilidade em fazer comédia. Era uma criañça meio jeca, tímida, mas observadora. Imitava as minhas professoras para as amigas, então, quando comecei a fazer teatro pegava sempre os papéis mais cômicos.

Por que escolheu ser atriz?

Comecei a fazer teatro por causa da minha irmã, Fabiana Giusti. Para você ter uma ideia, a primeira vez que subi no palco tinha 5 anos e fiz o Dunga, o anão mudo (risos)! Minha irmã era a Branca de Neve. Sou meio “chicletinha” dela.

Mas quando começou pra valer na área?

Em 2005 estava em cartaz com o espetáculo infantil Romeu e Julieta – O Musical Brasileiro, em São Paulo. Depois de uma apresentação, uma garota veio dizer para eu participar de um concurso de humoristas femininas para entrar no Deboshow. O grupo era formado por cinco homens, e o Evandro Santo (Christian Pior, do Pânico na TV) estava saindo. Ganhei o concurso e comecei a escrever textos de comédia e criar personagens. Aí, o humorista Márcio Ribeiro convidou-me para fazer stand up no grupo Comédia ao Vivo, com o Fábio Rabin, Luiz França e Danilo Gentili. E deu certo. Estou com eles até hoje todas as sextas, à meia-noite, no Hotel Renaissance, São Paulo.

Como aconteceu de você parar no Sem Controle do SBT?

Fui convidada para fazer uma participação em 2007. Por sorte, o diretor Henrique Zambelli gostou de mim e no mesmo dia já me deu vários papéis e virei do elenco fixo. Apesar de a atração ser apelativa, com mulheres peladas, era uma delícia participar das gravações. Fui muito feliz lá.Enquanto estava no Sem Controle, a produção do quadro Jornal da Massa, do Programa do Ratinho, na época, me convidou para divulgar o espetáculo que fazia e fiz um esquete com a personagem Pedrina, uma faxineira, que o Ratinho adorou! Ele é muito hilário, né? Foi uma experiência bacana…

E como pintou o convite para a MTV?

Após o Sem Controle, fiz umas matérias para o Pânico – gosto muito do Emílio (Surita) e do Evandro Santo. E, por sorte, no início de 2008, participei de um piloto na MTV que funcionou. Era o Quinta Categoria, com o Marcos Mion e o Cazé Peçanha. Em dezembro daquele mesmo ano fiz o primeiro piloto do Furo MTV com o Bento Ribeiro. Deu certo e estamos aí.

Por que Dani Calabresa?

Calabresa é um apelido que ganhei de um monitor de hotel superengraçado, em Itaparica (BA), e o apelido pegou. Sempre gostei de usar o meu nome, Daniella Giusti, mas o Dani Calabresa é bem divertido e simpático.

Apesar da batalha, a gente sabe que você tem muito chão pela frente… O que ainda falta conquistar?

Eu nunca fiz cinema. E meu sonho é fazer uma comédia romântica estilo Sandra Bullock. Também sonho em atuar em um seriado, escrever uma comédia para o teatro e fazer uma dublagem de um desenho da Disney. Enfim, quero experimentar muuuitas coisas. 

Fonte: Tititi, 15 jan 2010

Nota de Santi: essa entrevista foi concedida durante o VMB 2009.

Santiago

Na edição de sábado do Jornal do Brasil, Marcelo Adnet em entrevista à seção Meu Mapa do Caderno Cidade, com chamadas em duas páginas:

Meu Mapa (capa)
O humorista e apresentador Marcelo Adnet, que está morando em São Paulo, não abre mão da descontração e da orla carioca. Página A18

Meu Mapa (pág 12)
Marcelo Adnet fala das saudades do Rio que sente em São Paulo Página A18

O humorista e apresentador da MTV Marcelo Adnet, hoje morador de São Paulo, não esquece a descontração e as praias do Rio 

Manuela Andreoni
Sábado, 5 de Dezembro de 2009

SAUDADES - O ator Marcelo Adnet sente falta do colorido carioca enquanto vive na cidade cinzenta que, para ele, é São Paulo

SAUDADES - O ator Marcelo Adnet sente falta do colorido carioca enquanto vive na cidade cinzenta que, para ele, é São Paulo

Morador de São Paulo há mais de um ano, o humorista Marcelo Adnet saiu de sua casa por um motivo nobre: espalhar Furfles Feelings, uma de suas muitas paródias musicais, por todo o Brasil. Apresentador do programa 15 Minutos, da MTV, e integrante do elenco da peça Z.É., ele diz que tem muitas saudades da cidade: os amigos, a vida que se passa na rua, entre os pedestres – “em São Paulo só tem carro” – a informalidade do carioca, as cores da cidade e a natureza.

– Sinto falta do horizonte do Rio, amplo. Em São Paulo o horizonte é curto.

Do alto de seus 28 anos, Adnet reclama da falta de trabalho na Cidade Maravilhosa e se diverte com o fato de o carioca que, mesmo com todos os problemas, tem certeza de estar no melhor lugar do mundo. Com essa visão crítica, o humorista não poderia faltar na seção Mapa do Rio aqui do JB. Então, aproveite suas dicas e fuja das roubadas.

Sabor do Rio: – O restaurante Zuca.

Livraria: – Leonardo da Vinci, no Centro. Tem tudo.

Teatro: – Municipal, claro.

Museu/Casa de Cultura: – Instituto Moreira Salles, pelo acervo musical e beleza.

Padaria: – Vale Colombo? Aqui na esquina tem a Panificação União, a melhor do Humaitá… E a Canto do Pão, em Santa Teresa.

Cinema: – Saudades do Downtown, pela grandeza e pelo Barra happy way of life. Mas curto o clima das salas botafoguenses.

Feira: – De São Cristovão. É pena que o Mercado do Peixe seja em Niterói.

Melhor pôr-do-sol: – Ipanema, Posto 9. Ou na Pedra Bonita.

Maior furada do Rio: – Desigualdade social.

Dica secreta: – Uma trilha que sobe o morro por trás da Prainha e revela uma linda vista da praia.

(Sei que estou no Rio quando tem) Calor, motoristas de táxi mal educados, pessoas insatisfeitas com o trabalho, violência e a certeza de se estar na melhor cidade do Brasil.”

Fora da Zona Sul: – Centro, Santa Teresa, Barra e Recreio.

Rio antigo: – A Sacadura Cabral é bem estranha e encantadora! A Zona Norte às vezes revela surpresas arquitetônicas, como as belas casinhas do Engenho de Dentro.

Maior saudade: – Das nossas praias, claro. Não me acostumo com a distância da praia.

Passeio: – Floresta da Tijuca.

Alma do Rio: – As músicas compostas na cidade até a década de 1970. São a cara da carioquice!

Beleza do Rio: – Minha mãe, Regina. Sempre alto astral e cheia de amor! [grifo nosso]

Quando você sabe que está no Rio? – Calor, motoristas de táxi mal educados, pessoas insatisfeitas com o trabalho, violência, flamenguistas e a certeza de se estar na melhor cidade do Brasil.

Quando você sabe que não está no Rio? – Quando olha para o lado e vê uma placa em que está escrito “São Caetano à esquerda. Ipiranga e Mooca em frente”.

Rio Antigo? A Sacadura Cabral é bem estranha e encantadora! A Zona Norte às vezes revela surpresas arquitetônicas, como as belas casinhas do Engenho de Dentro Perfil.”

Melhor papo: – Nos bares da Lapa. Conversa-se muito por ali.

Que lugar merece um Choque de Ordem? – A polícia, a saúde pública e a educação… Para onde vão os impostos que a gente paga? E o metrô que ia chegar à Barra? E o tráfico de drogas? Proibir altinha e coco verde? Ah, por favor…

Lugar no estádio: – Arquibancada, sempre! O calor da massa é insubstituível.

Melhor comida de rua: – Açaís em geral. Queijo coalho e mate também. Mas vai ser proibido, né?

Transporte alternativo: – Adoraria responder bicicleta ou helicóptero.

O que falta no Rio? – Trabalho.

O que sobra no Rio? – Beleza.

Se não for o Rio, só… : – Porto de Galinhas, no Nordeste, e Floripa, no Sul.

Rua bem carioca: – Almirante Alexandrino, em Santa Teresa.

Aventura carioca: – Subir a Pedra da Gávea.

Som para lembrar do Rio: – Chico, Tom e Vinícius.

Delivery: – Video Nacional, a locadora. Muito bom alugar sem sair de casa.

DJ/Festa: – A DJ Tati da Vila é muito boa.

Frase que define o Rio: – “Água brilhando, olha a pista chegando e vamos nós/ Pousar!”, do Tom. Pousar no Rio é sempre uma felicidade pra mim.

Arte JB

Perfil

Marcelo Adnet
Nascido no Rio de Janeiro, tem 28 anos e é ator e apresentador de televisão. Atualmente está nos programas 15 Minutos e Fur fles MTV na MTV Brasil. Atua na peça de improvisação Z.É. – Zenas Emprovisadas desde 2003.

Fonte: JB Online

Santiago

Exclusivo VEJA.com
30 de novembro de 2009

Por Maria Carolina Maia

Adnet: 'Hoje, o humorista tem a função de ombudsman da sociedade'

Adnet: 'Hoje, o humorista tem a função de ombudsman da sociedade'

Quem já assistiu aos programas 15 Minutos e Furfles, na MTV, deve ter se assustado – e divertido – com a metralhadora verbal do humorista Marcelo Adnet, de 28 anos. É uma rajada atrás da outra. Mas as tiradas abusadas e exageradas não são sua única habilidade. Adnet é também um contundente crítico de hábitos alheios e aponta essa sua arma para todos os lados: desde os jovens universitários que hostilizaram Geyse Arruda por usar um vestidinho curto até – e especialmente – a classe política. “Por que a gente tem de pagar 27,5% de tudo o que faz sem ter uma praça para brincar? A gente é feito de palhaço, mesmo”, dispara. Os 27,5%, vale lembrar, é a aliquota de Imposto de Renda em geral cobrada dos trabalhadores brasileiros.

VEJA TAMBÉM

adnet_veja_linksEm VEJA de 23/07/08
Bagunça no quarto: quem é o carioca Marcelo Adnet, a nova estrela do riso na MTV, no teatro e na internet

Diante do quadro da corrupção, Adnet apresenta uma surpresa – ou mais uma provocação. Vai se lançar, ainda em data incerta, na política. Se sua metralhadora continuar funcionando, pode fazer bastante barulho. “Só pagar imposto e ficar quieto é complicado”, explica. Em cartaz no teatro com duas peças – Z.É., Zenas Improvisadas, que acaba de entrar em recesso no Rio, e Comédia ao Vivo, em São Paulo, em que divide o palco com a namorada e também humorista, Dani Calabresa -, ele conversou por telefone com a reportagem de VEJA.com. Leia a seguir os principais trechos da conversa.

O nome do programa Furfles vem de uma música sua. Qual foi a inspiração?

É uma canção que fiz como crítica a todas as músicas em inglês que a gente ouve e canta sem ter a menor ideia do que querem dizer. A música surgiu durante uma brincadeira no programa 15 Minutos, o público gostou e mandou e-mails comentando. Estava chegando a época do VMB (Vídeo Music Brasil, premiação anual da MTV), e eu tive a oportunidade de estender a música para um formato pop, de dois a três minutos, e apresentar no evento, com diversos artistas cantando (confira o clipe abaixo). A letra não diz nada. O termo “Furfle feelings” não é nada, é um exemplo daquilo que a gente canta sem saber o que significa. A maioria dos jovens hoje não sabe o que diz a música da Lady Gaga que toca no rádio. A gente vive em uma época de falta de valor total. De liberdade total. E a liberdade, quando é demais, sem trabalho, sem batalha, fica meio louca. A gente vê o mundo ficando bem louco. Um monte de gente doida, gritando “p…” para uma menina que usa vestido curto, matando gente no trote da faculdade. Mas a música até que é uma crítica leve, apenas para lembrar que o Brasil teve uma grande riqueza musical e hoje a gente consome música americana barata, com um batidão e uma pessoa gritando alguma coisa em cima.

 

A função do humor é criticar?

Não necessariamente. Mas hoje vivemos em um país em que há total falência da crítica popular. O povo não consegue se unir para criticar, só consegue se juntar para protestar no futebol. Por que não faz isso com outras coisas? Por que a gente tem de pagar 27,5% de tudo o que a gente faz, tem que trabalhar quatro meses por ano de graça, sem ter uma praça para brincar? A gente é feito de palhaço, mesmo. O que é maravilhoso para o governante e para o traficante de arma e de droga, que devem morrer de rir quando o governo diz que a culpa do tráfico é do usuário. Mas o usuário não deixa a droga passar no aeroporto. O usuário não está ganhando dinheiro com isso nem com o fuzil que entra no país. A falta de crítica popular é um prato cheio para a corrupção. Então, quando surge um programa como CQC (da Band), que faz crítica na TV, eu acho positivo. Eu acho que o humorista tem hoje uma função de ombudsman da sociedade. E eu acho ótimo se isso puder acontecer. Mas a função do humor não é criticar sempre. A função primordial do humorista não é prestar serviço público, é fazer graça. Tem humor que joga torta na cara. Mas eu, pessoalmente, me interesso pelo humor crítico.

Esse interesse todo por política pode levá-lo a uma nova carreira?

Sim. Como eu tenho certeza de que eu não iria entrar na política para ganhar dinheiro, mas para tentar fazer coisas positivas, e para provar para mim mesmo que é possível, eu penso em experimentar a carreira política. Talvez me candidatar a vereador ou deputado, algum cargo legislativo. Eu gostaria de provar a mim mesmo que dá para fazer algo. Porque só pagar imposto e ficar quieto é complicado. Mas é uma ideia para um futuro indefinido, não sei quando vai rolar.

Você disse certa vez que chegou a brigar na escola, em 1989, com colegas simpatizantes de Fernando Collor de Mello, enquanto você era Lula. Você brigaria hoje?

Pois é. Um menino escreveu “Collor” no chão. Eu fui, peguei um giz e escrevi Lula do lado. Ele me empurrou, eu empurrei de volta, e a gente acabou indo para a coordenação, falar com a diretora. Quando cheguei à sala da coordenação, tinha um adesivo do Collor colado na mesa da diretora. Eu falei, “Opa, essa eu vou perder”. Hoje, é claro que eu sou um grande decepcionado com o Lula. Ainda não sei em quem vou votar no ano que vem, mas eu sou um cara que gosta de votar. Não gosto de anular, não, acho uma grande furada. Entre o mau e o menos mau, melhor escolher o menos mau. Não votar é deixar que decidam por você. Isso não é legal.

Você citou há pouco o CQC. Além deste, que outros programas de humor você acompanha?

O gosto pela música, e em especial pela MPB, é influência do pai, o músico Chico Adnet

O gosto pela música, e em especial pela MPB, é influência do pai, o músico Chico Adnet

 

 

Atualmente, eu não consigo acompanhar muita coisa. Vejo pela internet, quando tenho um tempo livre. O CQC é uma iniciativa ótima, acho que todo mundo concorda que foi bom para expandir a nossa noção de humor. Temos humoristas talentosíssimos, gente muito engraçada no Brasil. E estou feliz com o momento da MTV, que abriu portas para tantos humoristas. Só tem uma coisa que me incomoda no humor da TV, que é ver a mulher ser usada como objeto. É difícil de entender um programa de humor com três mulheres dançando atrás, de biquíni enfiado. Isso dá uma pirada na cabeça das meninas, que acabam entendendo que, para fazer sucesso, não precisam estudar, não precisam pensar, não precisam ser independentes. Só precisam ser gostosas e desavergonhadas. Eu não acho a menor graça nisso. Tem um machismo muito louco aí, difícil de entender.

Você está se referindo ao Pânico?

Isso acontece no Pânico, mas também em outros programas. Até no Faustão tem as dançarinas no fundo. É um modelo que eu não entendo. Não é uma crítica velada minha. Eu só não consigo entender como isso acompanha o humor. Com relação ao Pânico, eu gosto de algumas coisas e de outras, não. Mas isso fica em um campo muito pessoal, o dos meus gostos. Eu respeito muito o humor deles, acho que tem ótimos comediantes por lá.

Fonte: Veja.com

Santiago

Por Diogo Carvalho // Diário de Pernambuco

Comediante Marcelo Adnet, o “garoto de ouro da MTV”, é rápido no gatilho para falar de política, apagão e cantar hinos de clubes

Espetáculo de stand up comedy tem duas sessões marcadas para este domingo no Teatro da UFPE. Foto: May Edelstein/MTV

Espetáculo de stand up comedy tem duas sessões marcadas para este domingo no Teatro da UFPE. Foto: May Edelstein/MTV

Os “coroas” menos ligados no universo pop da atualidade provavelmente vão se surpreender quando um sobrinho ou neta disser quem é o ídolo da turma de amigos. Ivete Sangalo? Ronaldo Fenômeno? Bem, os seguidores desse pessoal já estão quase na faixa dos 30 anos e acho que você precisa assistir mais à MTV. Inteligente e com sacadas rápidas cheias de bom humor, o jornalista Marcelo Adnet conseguiu em pouco mais de três meses reunir uma legião de fãs que artistas demoram toda uma carreira para conquistar. À frente dos programas 15 minutos e Furfles e de alguns dos vídeos mais acessados da internet, ele é considerado o “garoto de ouro da MTV” e já é disputado aos tapas por outras emissoras. Neste domingo, ele apresenta pela primeira vez seu espetáculo de stand up comedy, Marcelo Adnet de cara limpa, em duas sessões (18h30 e 20h), no Teatro da UFPE. Ingressos à venda no local e na Saraiva Megastore por R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). Os assinantes do Diario que apresentarem seu cartão Clube Diario têm direito a 50%de desconto na compra de até um par de ingressos. A seguir, você confere uma conversa rápida que tivemos com o novo “rei das gargalhadas”.

Entrevista com Marcelo Adnet

Essa história de audiência é um bicho de sete cabeças

A mídia aponta você como um dos humoristas mais promissores e inteligentes da atualidade. O fato de também ser jornalista te ajuda na hora de “fazer humor”?

Às vezes minha formação influencia em meu ponto de vista sobre determinados assuntos. Aprendi a me interessar sobre todos os assuntos, a dar valor à “cultura geral”. Isso é ótimo, porque me interesso e tenho prazer em estudar e pensar sobre os mais diversos assuntos e áreas do conhecimento.

O público já conhece o Marcelo da MTV. Como é o Marcelo nos palcos?

É aquele mesmo! Só que, em vez de falar para todo o Brasil, para o “público geral”, falo para aquelas pessoas que estão ali. É algo mais íntimo, um pouco mais permissivo. A acidez aumenta conforme o público diminui.

Dá para falar um pouco do espetáculo? Vamos ter o Adnet cantando?

Vai ter que ter o apagão, que chegou leve por aí, né? Agora, hino de time é o seguinte: Não consigo entender a importância excessiva que o brasileiro dá pra rivalidade no futebol. Eu amo futebol. Não amo a rivalidade. Adoro analisar os hinos e entoá-los, mas já tive problemas por causa disso! Ainda mais neste momento triste para Náutico, Sport e Santa. O Rio vai mal também, né? Mas se o público pedir, vou ter que cantar…

Existe uma receita certa para fazer humor hoje em dia? Afinal, você e a galera do CQC têm feito muito sucesso. Mas, ainda sim, fórmulas “ultrapassadas” como a do Zorra Total e do A Praça é nossa ainda estouram em audiência…

Essa história de audiência é um bicho de sete cabeças. Vai entender. Sou muito novo na TV pra falar com propriedade sobre o que dá audiência. Fico muito, muito satisfeito em falar dos assuntos mais particulares, de que mais gosto e ter aceitação. Essa já é uma fórmula boa. Eu e o público satisfeitos, juntos.

Qual seu grande ídolo na comédia?

O grupo inglês Monty Python e o ator Peter Sellers.

Tem algum projeto como ator no teatro fora da comédia?

Sim. Reformular minhas atividades pra 2010. Fazer coisas novas. Vamos ver…

Qual o seu segredo para aquelas sacadas engraçadas tão rápidas na TV?

Não ter medo de errar, o que é humano.

Você lida bem com essa história de ser ídolo e referência para os adolescentes?

Acho que o público com menos de 30 é contemporâneo meu, nascemos na era da internet, da loucura, das inúmeras possibilidades, da virtualidade e da falta de comprometimento com os valores mais antigos. Para os mais jovens, então? Nem se fala! Talvez, por isso, a gente se entenda tão bem. A internet nos nivela. Somos todos iguais perante ela. Aí meu público se une e ganha corpo. É fantástico, mas acredito que faço humor para todos que gostam de crítica e sarcasmo.

Soube que você negou recentemente uma proposta da Globo. Quais seus planos na MTV?

Os convites chegaram, eu analisei e vi que ainda não era a hora. Conversamos na MTV sobre possíveis projetos, mas meu plano mesmo, neste momento é tirar férias e ir pra praia!

Fonte: Diário de Pernambuco

Quiorato

a TRIP! do dia

COMÉDIA MTV

MARCELO ADNET, Dani Calabresa, Fábio Rabin, Luiz França e convidados no melhor Stand Up Comedy de SP.

HOJE às 23h59
Hotel Renaissance, SP

Compre seu ingresso!

SAIBA MAIS!

a TRIP! do ano

MARCELO ADNET é consagrado o garoto propaganda do Botafogo, seu time do coração!

SAIBA MAIS!

15 Minutos

MARCELO ADNET e o Z.É. Rafael Queiroga, comparsa de improviso e piadas, recebem visitas especiais de músicos para um dueto com Adnet no apartamento reformado.

Seg a sex às 21h45
Reprises: seg a sex às 12h45; qui às 16h45; sáb às 19h e 19h15; dom às 20h30 e 20h45

SAIBA MAIS!

Comédia MTV

MARCELO ADNET e grande elenco prometem dar um novo ar na cena de humor da tv brasileira.

HOJE às 22h30
Reprises: qui às 01h30; sex às 14h; sáb às 21h; dom às 22h30

SAIBA MAIS!

Glam MTV!

Glamour na MTV?

O AdneTRIP! recomenda: LUIZA ADNET NA MTV!

PARTICIPE!

Ma oeeee!

MARCELO ADNET foi o mais votado para interpretar Sílvio Santos em longa sobre a vida do dono do SBT.

SAIBA MAIS!

Mandrake

MARCELO NA HBO 2!

Assista à reprise da série Mandrake, com MARCELO ADNET, Marcos Palmeira e grande elenco.

VEJA A PROGRAMAÇÃO!

Merchand
Z.É.
MARCELO ADNET, Fernando Caruso, Gregorio Duvivier, Rafael Queiroga e convidados no melhor show de improvisação brasileiro.

Aguarde temporada 2010!

SAIBA MAIS!