Hoje no Telecine Pipoca tem o filme ‘Superpai’ com a Dani Calabresa.

Superpai reúne um grupo de velhos amigos de adolescência para celebrar 20 anos de formatura. Diogo, o líder da turma, está determinado a provar que mesmo casado e depois de tantos anos “ainda é o cara”. Um tombo da sogra obriga Mariana, sua mulher, a correr para o hospital e deixar o pequeno Luca sozinho com o pai. É o começo de uma grande aventura, uma noite alucinada que levará Diogo a convencer os velhos amigos de que ainda tem seus truques. Confira o trailer:

Às 21h50 no Telecine Pipoca Hoje no Telecine Pipoca tem o filme Superpai com a Dani Calabresa.   2016

Em sua pagina no facebook, Rafinha Bastos comenta sobre Marcelo Adnet na Globo.

Em sua pagina no facebook, Rafinha Bastos comenta sobre Marcelo Adnet na Globo.   2013

O ser humano gosta de histórias de fracasso. De forma inconsciente ele torce para que o sucesso acabe repentinemente. É confortante. Dá uma falsa sensação de segurança: “estou na merda, mas não tanto quanto aquele cara”. É seguro.

O Adnet entrou na Globo com muita gente torcendo pra que as coisas não dessem certo (jornalistas, críticos e até uma parte do público).

Eu que não tenho parentesco com ele ouço coisas do tipo:
- Teu colega lá foi pra Globo e se deu mal.
- Olha só, mais um que saiu da MTV e foi engolido na Globo.

Porra, o cara é comediante. Faz música, show de improviso, stand-up. É engraçado. Tem um programa na quarta maior emissora de TV do mundo. Talvez não esteja tão mal assim, hein?

Torço de verdade para que o ele tenha tocado um foda-se e esteja se divertindo muito.

É só o começo.

Fonte: Facebook – Rafinha Bastos

Marcelo Adnet: o novo rosto do humor brasileiro

A geração de comediantes que nasceu no teatro, cresceu na internet e agora brilha na televisão

Por Martha Mendonça

Marcelo Adnet: o novo rosto do humor brasileiro   entrevistas

AS CARAS DE ADNET
Ele imita, canta, ironiza e faz questão de evitar o preconceito (Foto: Tomás Rangel/ÉPOCA)

>>Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana que está nas bancas  

“UAU” Interjeições pontuam as frases do comediante Marcelo Adnet. Em pouco mais de uma hora de conversa, foram 13 exclamações. Elas parecem cumprir sua função gramatical de exprimir, pelo exagero, o estado emocional de quem as pronuncia. Depois de uma carreira que começou no teatro há menos de dez anos e chegou à TV somente em 2009, o comediante apontado como o mais completo de sua geração gravará seu primeiro programa na TV Globo. Na MTV, onde estava até agora, Adnet não chegava a 1 ponto no Ibope. Agora, prestes a receber o prêmio de Melhor Humorista de 2012, conferido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), será protagonista de seriado num horário noturno que tem de 15 a 20 pontos de audiência. Como cada ponto corresponde a cerca de 200 mil telespectadores, é certo que nunca tantos rirão dele ao mesmo tempo.

Uma das maiores qualidades de Adnet é a capacidade de reunir dois ou mais assuntos em quadros impagáveis. Em 2011, na mesma semana em que Osama bin Laden foi descoberto e morto pelo Exército americano, bombava nas redes sociais um vídeo de Luiza Marilac, um travesti brasileiro radicado na Itália que curte “uns bons drinque” na piscina. Foi o suficiente para Adnet encarnar o Bin Laden, de sunga e turbante, com um texto semelhante e o mesmo gestual do travesti. A conexão entre a fama passageira de um personagem e o ocaso sangrento de outro conferiu ao quadro um resultado surreal, inteligente – e naturalmente hilário.

Parte da quase unanimidade que Adnet se tornou vem do tipo de humor que ele faz. Seria difícil chamar de “politicamente correto” alguém que mistura um travesti e um terrorista assassino no mesmo esquete. Mas, ao contrário do humor sem travas praticado por colegas como Rafinha Bastos, Adnet manifesta um grau de preocupação com aquilo que transforma em piada. Não costuma falar de homossexuais, negros ou adeptos de alguma religião. “Tenho uma regra: nunca sacaneio quem não escolheu ser daquele jeito”, afirma. Pobre e deficiente, não pode. Playboy ou político corrupto, pode. Gay e negro, não pode. Perua e rico preconceituoso, pode. Ele também acha machistas os programas de humor com mulheres seminuas.

“Impossível não acompanhar tudo o que o Marcelo faz. Ele é um virtuoso, um multitalento que nasce de tempos em tempos”, diz o roteirista Alexandre Machado, autor de sucessos do humor como TV Pirata e Os normais. Machado, ao lado da mulher, Fernanda Young, assina a estreia de Adnet na TV Globo, no seriado O dentista mascarado. Seu protagonista atende no consultório pela manhã e defende os fracos e oprimidos à noite. Machado diz que o texto está aberto aos pitacos de Adnet, assim como a improvisos nas gravações. “Se quiser, ele pode até escrever alguns episódios.”

Aos 31 anos, o carioca Adnet é o nome mais engraçado da nova geração do humor nacional. É uma geração que escreve, atua e produz. Além de Adnet e Bastos, reúne nomes como Bruno Mazzeo, Fábio Porchat ou Gregório Duvivier. Eles se tornaram conhecidos por dois caminhos. O primeiro foi o teatro, mais especificamente o stand-up comedy. É um espetáculo em que o comediante se apresenta sozinho, sem figurino ou cenário, fazendo observações sobre o cotidiano. Tradição nos Estados Unidos, ele era feito no Brasil por José Vasconcelos, na década de 1960, depois por Chico Anysio e Jô Soares, na década seguinte. No começo dos anos 2000, o estilo foi trazido de volta ao Rio de Janeiro por Fernando Ceylão, primeiro brasileiro a participar do festival de stand-up de Nova York. Com Claudio Torres Gonzaga, ele criou o espetáculo Comédia em pé, que há quase dez anos roda o Brasil. Em São Paulo, na mesma época, jovens humoristas criaram grupos que se apresentavam em bares e pequenas casas de espetáculo. Abrasileirado, o stand-up já incorporava alguns figurinos e o humor de tipos, consagrado na televisão. Nomes populares na TV de hoje, como Danilo Gentili, Dani Calabresa ou o próprio Rafinha Bastos, começaram sozinhos no palco. Em apenas uma década, o Brasil aprendeu a apreciar intensamente esse tipo de humor. No ano passado, o espetáculo de stand-up a céu aberto da Virada Cultural de São Paulo reuniu 52 comediantes e foi visto por mais de 10 mil pessoas.

Fonte: Época