Toda contente, a humorista declara: “Ele é o amor da minha vida!”
Por Raquel Borges
Em quatro meses, um dos casais da TV mais queridos do público vai dizer o sonhado ‘’sim”! Trata-se de Dani Calabresa e Marcelo Adnet, atores e humoristas da MTV. Os apaixonados se conheceram em 2007, durante o ensaio do espetáculo de improvisação no Rio, o Z.É. Marcelo, que também tem brilhado muito em comerciais, estava no palco. E Dani na plateia. O amor? Ah, foi à primeira vista.
Aos 27 anos, essa paulista de São Bernardo do Campo tem curtido demais o relacionamento, que ganhará um brilho ainda mais especial em maio, quando vai rolar o casamento. E, claro, também o sucesso do Furo MTV e do Furfles, no canal que respira música. TITITI conversou com a estrela, que rasgou elogios ao namorado, contou sobre sua carreira e os sonhos que ainda deseja alcançar.
TITITI - É muito bom ver você e o Adnet em cena juntinhos. É verdade que pintou paixão logo no primeiro encontro?
Dani Calabresa – É… Na hora que a gente se conheceu rolou uma coisa muito forte e especial… Aí, toda vez que ele vinha para São Paulo nos encontrávamos e quando eu ia ao Rio, também. Até que a MTV nos chamou e nos uniu ainda mais! Hoje trabalhamos na mesma emissora, moramos juntos, fazemos stand-up juntos… Marcelo é o amor da minha vida!
É fácil ou difícil trabalhar ao lado do namorado?
É fácil porque o Adnet é supergeneroso, bem-humorado e está sempre pronto pra tudo. Ele é um ator excelente e um profissional superdisposto e prestativo. Então, é uma delícia.
Tem alguma curiosidade do casal que poderia contar pra gente?
Olha, o Adnet é companheiro… Ele ama futebol, mas também assiste desenhos da Disney e comédias românticas comigo. Até a série americana Sex and the city ele vê ao meu lado e me mata de rir com seus comentários. E eu, que não sou muito ligada em futebol, passei a torcer pelo Botafogo. Tudo por causa dele e da mãe, (Regina), que são fanáticos pelo time (risos).
Passando da vida amorosa para a artística… Em que momento descobriu essa veia para o humor?
Sempre tive facilidade em fazer comédia. Era uma criañça meio jeca, tímida, mas observadora. Imitava as minhas professoras para as amigas, então, quando comecei a fazer teatro pegava sempre os papéis mais cômicos.
Por que escolheu ser atriz?
Comecei a fazer teatro por causa da minha irmã, Fabiana Giusti. Para você ter uma ideia, a primeira vez que subi no palco tinha 5 anos e fiz o Dunga, o anão mudo (risos)! Minha irmã era a Branca de Neve. Sou meio “chicletinha” dela.
Mas quando começou pra valer na área?
Em 2005 estava em cartaz com o espetáculo infantil Romeu e Julieta – O Musical Brasileiro, em São Paulo. Depois de uma apresentação, uma garota veio dizer para eu participar de um concurso de humoristas femininas para entrar no Deboshow. O grupo era formado por cinco homens, e o Evandro Santo (Christian Pior, do Pânico na TV) estava saindo. Ganhei o concurso e comecei a escrever textos de comédia e criar personagens. Aí, o humorista Márcio Ribeiro convidou-me para fazer stand up no grupo Comédia ao Vivo, com o Fábio Rabin, Luiz França e Danilo Gentili. E deu certo. Estou com eles até hoje todas as sextas, à meia-noite, no Hotel Renaissance, São Paulo.
Como aconteceu de você parar no Sem Controle do SBT?
Fui convidada para fazer uma participação em 2007. Por sorte, o diretor Henrique Zambelli gostou de mim e no mesmo dia já me deu vários papéis e virei do elenco fixo. Apesar de a atração ser apelativa, com mulheres peladas, era uma delícia participar das gravações. Fui muito feliz lá.Enquanto estava no Sem Controle, a produção do quadro Jornal da Massa, do Programa do Ratinho, na época, me convidou para divulgar o espetáculo que fazia e fiz um esquete com a personagem Pedrina, uma faxineira, que o Ratinho adorou! Ele é muito hilário, né? Foi uma experiência bacana…
E como pintou o convite para a MTV?
Após o Sem Controle, fiz umas matérias para o Pânico – gosto muito do Emílio (Surita) e do Evandro Santo. E, por sorte, no início de 2008, participei de um piloto na MTV que funcionou. Era o Quinta Categoria, com o Marcos Mion e o Cazé Peçanha. Em dezembro daquele mesmo ano fiz o primeiro piloto do Furo MTV com o Bento Ribeiro. Deu certo e estamos aí.
Por que Dani Calabresa?
Calabresa é um apelido que ganhei de um monitor de hotel superengraçado, em Itaparica (BA), e o apelido pegou. Sempre gostei de usar o meu nome, Daniella Giusti, mas o Dani Calabresa é bem divertido e simpático.
Apesar da batalha, a gente sabe que você tem muito chão pela frente… O que ainda falta conquistar?
Eu nunca fiz cinema. E meu sonho é fazer uma comédia romântica estilo Sandra Bullock. Também sonho em atuar em um seriado, escrever uma comédia para o teatro e fazer uma dublagem de um desenho da Disney. Enfim, quero experimentar muuuitas coisas.
Fonte: Tititi, 15 jan 2010

Nota de Santi: essa entrevista foi concedida durante o VMB 2009.
Nas páginas da revista Yes! Teen de novembro, resumão do VMB 2009 com destaque para o casal perfect, nas palavras da edição.
A seguir, os trechos da matéria que destacam a participação de Marcelo Adnet. Para melhor visualizar as imagens, clique sobre elas para ampliá-las:
Ówn…
Fonte: Revista Yes! Teen Nov 2009
Parabéns MTV. Parabéns aos organizadores do VMB 2009.
Finalmente encontraram um apresentador, o talentoso MARCELO ADNET, que canta, dança, tem timing de humor e repertório, e conseguiu conduzir o show com inteligência. Nem deu aquela vergoínha que deram outros apresentadores.
Tentaram no passado com apresentadoras gostosas, carismáticas, como FERNANDA LIMA e DANIELA CICARELLI, mas que não tinham humor. Tentaram com VJs da casa, com globais, como PEDRO CARDOSO E SELTON MELLO, bem melhores do que os citados.
Mas ADNET parece ter nascido para isso. O cara vai longe. Carioca, tem a língua afiada e sacadas rápidas.
Valeu o hilário show da banda MASSACRATION com o FALCÃO. Que letra sensacional, sobre múmias taradas. Que ironia bem bolada do mundo do rock. Ironia também em ERASMO CARLOS, cantando “sou cover de mim mesmo”.
Porém, a MTV não premia a música brasileira, mas a música da MTV. Os escalados giram em torno do umbigo da emissora do Sumaré.
Ao abrir as votação [sic] para o público, injustiças são cometidas. Ganham os que tem o fã-clube mais aguerrido. Não a toa, bandas vencedoras dedicavam aos fãs, que “passavam as madrugadas votando”.
Com isso, ganhou o twitter do Marcos Mignon, que agradeceu às “bloguetes”, em detrimento dos de Mano Meneses a Danilo Gentili.
A “Aposta MTV” ganhou uma banda tosca teen, VIVENDO DO ÓCIO, que não toca tanto quanto as outras, mas são bonitinhos e deixam as garotas com a libido à deriva. Revelação foi LITTLE JOPY? Nada disso. Foi CINE, uns molequinhos de roupas coloridas. E melhor artista estrangeiro? Britney Spears. Sim, aquela lá. Da SONY.
A emissora abriu o leque de categorias [Web Hit do ano, Blog, game, twitter, melhor documentário]. Aliás, estava difícil escolher o melhor documentário de música. Concorriam LOKI, TITÃS e SIMONAL, três filmes ótimos. Ganhou Titãs.
Artista do ano? Fresno, sempre eles. Pitty cantou. Skank ganhou de novo melhor clipe.
Acho que estou bem por fora. Daquilo que gosto e acompanho [EDDIE, 3 NA MASSA, MOMBOJÓ, JUNIO BARRETO, OTTO, BEBEL GILBERTO, INSTITUTO], nada foi citado. Meu gosto não é o gosto da MTV. Já foi. Já é, tiozão.
Fonte: Estadão
Luiz França, parceiro de Marcelo Adnet no Comédia Ao Vivo, agora se aventura como repórter do TV Fama.
Ele invadiu a festa do VMB com uma câmera e entrevistou Adnet no local mais inusitado: o banheiro.
Veja esse bate-papo e repare que haviam vários outros homens utilizando o banheiro durante a gravação. Antes, há Danilo Gentili aprontando na festa.
Adnet diz que gostaria de ver a entrevista, então está aí!
Por Zé
Amigos do Pimentas no Reino,
Hoje trouxemos para vocês uma entrevista com o talentoso Marcelo Adnet. Você não conhece Marcelo Adnet?
Adnet destaca-se pelas imitações que costuma fazer de personalidades famosas, entre as quais as de Silvio Santos, Cid Moreira, Pedro Bial, Dinho Ouro Preto e José Wilker. Na televisão, trabalhou no canal de televisão a cabo Multishow, que pertence à Rede Globo, antes de ir para a MTV Brasil.
Na televisão Adnet trabalhou em:
* 2005 – A Diarista (Rede Globo)
* 2005 – Malhação (Rede Globo)
* 2005 – Mandrake (HBO)
* 2006 – Minha Nada Mole Vida (Rede Globo)
* 2006 – LU (Rede Globo)
* 2006 – Sob Nova Direção (Rede Globo)
* 2007 – Pé na Jaca (Rede Globo) …. Dr. Eduardo Sebo
* 2007 – Toma Lá, Dá Cá (Rede Globo)
* 2007 – A Grande Família (Rede Globo)
* 2007 – Cilada (Multishow)
* 2008 – Quinta Categoria (MTV)
* 2008/2009 – 15 Minutos (MTV)
* 2009 – Furfles on the Beach (MTV)
* 2009 – Furfles (MTV)
* 2009 – VMB 2009
No cinema:
* 2007 – Podecrer!
* 2007 – Xuxa em Sonho de Menina
* 2008 – O Diário de Tati
* 2008 – Polaróides Urbanas
* 2009 – Apenas o Fim
* 2009 – A Mulher Invisível
No teatro:
* Corações Encaixotados
* O Alfaiate do Rei
* Z.É. Zenas Emprovisadas
* Os 4 Malas
* Advocacia segundo os Irmãos Marx
* Comédia ao vivo -> “4 de 5 + 1″
* Birimbau legal
Depois deste resumão, segue a entrevista feita com Marcelo Adnet:
Adnet: Na faculdade eu já escrevia muita música engraçada. E foi lá que eu descobri a comédia. Que eu era um cara que fazia a galera rir. Até o fim do curso de jornalismo eu não sabia o que queria. Mas o Fernando Caruso, amigo da adolescência, me perguntou se não toparia fazer uma peça de improvisação. Em agosto de 2003 estreamos o Z.É – Zenas Emprovisadas no Café Cultural, um teatro de 60 lugares. Eu nunca tinha subido num palco. E quando subi achei incrível. Me senti tão expressivo, consegui unir a música à crítica, as tribos, tirar sarro. E a platéia me recebeu muito bem. Depois nos apresentamos no Planetário, para 120 pessoas, no shopping da Gávea, que tem 400 e poucos. Rapidamente comecei a conhecer atores e diretores diferentes, porque o espetáculo Z.É. sempre tinha um convidado para dirigir e um para atuar. Foi então que levamos o prêmio Shell em 2004.
Adnet: Acho que o publico com menos de 30 é contemporâneo meu, nascemos na era da internet, da loucura, das inúmeras possibilidades, da virtualidade e da falta de comprometimento com os valores mais antigos. Talvez, por isso, a gente se entenda tão bem. A internet nos nivela. Somos todos iguais perante a ela. Aí meu publico se une e ganha corpo. Mas acredito que faço humor para todos que gostam de crítica e sarcasmo.
Adnet: Foi ótima a experiência. Adoro desafios! No primeiro segundo do VMB, quando tinha que cantar, meu ponto quebrou e fiquei o número musical sem ouvir nada. Uma grande decepção pra mim, que queria cantar bem e cantar suave, com segurança. Não deu. Foi de certa forma em desespero, mas levando-se em conta que estávamos ao vivo e eu não ouvia nada, acho que a gente se saiu bem.
Adnet: Sim, me interessei em ouvir. Agora é o momento da decisão.
Adnet: Gosto do que faço e acho que enquanto fizer por prazer as oportunidades não vão se esgotar. Esteja eu em qualquer emissora. Acho que sou polivalente. Faço stand-up, improvisação e humor de personagens, que são três tipos bem distintos. Além disso, trabalho com a voz e música. Então, acredito que meu humor terá vida longa.
Adnet: O que me botou para frente foi a excitação de fazer uma peça improvisada para 60 pessoas no Café Cultural. Improvisar e imitar são uma arte, acho que até um dom. Não é fácil encarar um personagem da vida real e fazer tudo como ele, com voz e jeitos. No meu caso isso é natural.
Adnet: Hoje em dia, infelizmente, não tenho tempo pra muita coisa, e assistir TV é uma dessas coisas. Quando tenho um pouco de tempo livre, acabo utilizando para escrever e criar textos, além de navegar na internet, responder e-mails, e cuidar de assuntos pessoais.
Adnet: Besteirol. Acredito que os humoristas, hoje em dia, podem fazer um bem à sociedade com o conteúdo de suas piadas. O alvo de suas críticas tem que ser bem eleito. O comediante bate, critica e a gente tem que tomar cuidado com isso, saber direcionar essa crítica.
Adnet: Não gosto do humor de TV que imperava até há pouco. Machista e óbvio, sem requinte nenhum. Acho que o novo humor está crescendo, ganhando espaço. Vide “CQC” e “Furo MTV”.
Adnet: Como tudo na vida, vemos coisas boas e ruins na TV, mas isso é muito subjetivo, pessoal. O que pra mim é bom, pra vc pode ser ruim, e vice-versa.
Adnet: A internet é uma mídia democrática que possibilita a disseminação de vídeos, textos, idéias e muito mais. Não acho que ela vai matar a TV, mas sei que a tendência mundial é de convergência das mídias, com internet na TV e TV no computador. As mudanças acontecem para melhorar a vida das pessoas, e os veículos têm que se adaptar à essas mudanças.
Adnet: Que isso, foi um prazer. Curto muito o trabalho de vocês. Sucesso para nós!
Fonte: Pimentas no Reino















Clique aqui e receba tudo em seu e-mail!